De como os vazios foram (ou não) preenchidos

“…para preencher vazios…”

O nosso elenco está há duas semanas investigando e questionando a função, a importância e o impacto dos vazios em nossa vida.
Cada um que passa por aqui tem um tipo de experiência, uma vivencia, um amor, uma dor, uma cura. Cada um tem um sentimento, uma sensação e isso é tão único quanto os vazios que temos em nós. Então resolvemos juntar DEZ pedacinhos do que formam o nosso Brinquedo Torto e contar para vocês como nossos atores se sentiram ao chegarem, o que fizeram eles ficarem e quem sabe, descobrir como preencher esse vazio e se é possível e necessário preencher todos eles.

“Eu queria ver como era e percebi que teatro não é só falar poema e dançar. É se inspirar e ser inspirado. Está sendo muito bom e daqui eu vou levar amor. ”, Cassiano.

“Desde que eu comecei o teatro no terceiro ano (TORTINHO) eu vi que aqui no teatro eu me sinto em casa com o Varlei e com todas as pessoas que fazem teatro junto. Eu vou levar muita coisa, mas eu não sei dizer o que é, é interno para mim, significa algo que nem eu sei dizer. ”, Arthur.

“O fato de eu sempre ter amado teatro ajudo muito, mas eles trabalham de uma maneira muito diferente aqui e é muito alegre, interessante, especial e é uma coisa que você faz e sente prazer, você gosta, está ali porque você quer.”, Julia.

A Rafaela foi bem direta ao nos dizer o que fez com que ela ficasse para o grupo, são os cinco princípios do Brinquedo Torto:
“União, Garra, Respeito, Disciplina e o Amor”

“Um trabalho muito desafiador porque tem que estar sempre se renovando, é sempre um ano diferente, um trabalho diferente, a gente também tem que estar diferente, pra propor coisas que sejam diferente, mas que mesmo assim não deixa de ser algo bom e gratificante. Às vezes do lado de fora aprende mais pelo fato de estar de fora, de observar do que participando, isso falando como quem já participou e agora faz parte da equipe. ”, Anna.

“Eu diante de tudo aquilo vi que era uma coisa muito transformadora pro meu dia-a-dia e que eu ia quebrar vários paradigmas que eu tinha e que desde o primeiro dia eu percebi e falei: eu preciso disso na minha vida. E fazer parte é muito desafiador porque eu passei de elenco para equipe e você vê o funcionamento de outra forma e é muito inspirador.”, Gabrielle.

”Eu to na equipe desde 2011, então nunca participei do Oficinão como aluna, mas ajudei a criar, então foi desafiador, mesmo, cada um é diferente, exige muito de você. Depende muito do que a gente precisa do ator. E o amor me fez ficar, eu nunca recebi nada pra estar aqui, mas eu sempre gostei muito daqui, tem uma energia que eu acredito, é um teatro que eu acredito. ”, Carol.

“Tá sendo muito bom fazer parte disso, é como se realmente tivesse preenchendo um vazio meu, porque preencher vazios é abraçar uma pessoa, demonstrar afeto, é ajudar o outro com o que você também tem dentro de você. ”, Ihorana.

“Foi algo totalmente diferente de tudo o que eu já tinha feito no teatro, é meu oitavo ano então já fiz muita coisa, mas é algo diferente. O Brinquedo Torto, além de ser um grupo de teatro, é uma família, você pode ver as atividades, muita coisa é sobre você e a outra pessoa e não só sobre teatro.”, Iuri.

“Eu fiquei na equipe pela vontade de ver o que ia acontecer à partir dali, eu tive a opção de não vir, de não participar mais, mas eu sabia que isso ia ser muito importante pra mim, ainda mais que eu tava numa época que eu tinha que escolher o que eu ia querer fazer da minha vida e se eu não tivesse continuado no grupo eu não ia ter entendido que eu queria ser professor de teatro também.”, Miguel.

 

Viu só? Só de contarem como é essa experiência eles já se sentem completos, isso só nos mostra que preencher esse vazio é muito mais fácil do que parece e cada um tem um jeito único de fazer isso.
Preencha seus vazios com tudo o que te deixa mais feliz e deixa que uma partezinha dele a gente preenche pra você tá?

Fica com a gente, que toda semana tem mais!