Museu das Lembranças

“Lembrança: Recordação; presente; dádiva; brinde.”  As lembranças, sejam elas boas ou ruins, são lições que a vida proporciona.

Muitas pessoas já passaram pelo grupo e levaram consigo aprendizados para a vida. O grupo proporcionou experiências inesquecíveis, muitos acontecimentos inesperados , e que com certeza mexeu com a vida de muita gente.

Hoje venho trazer uma dessas lembranças, abrindo o Museu das lembranças do Brinquedo Torto. Todo mês terá uma lembrança de várias pessoas e de épocas diferentes.

Hoje é o Guilherme Fernando quem fala. Ele atuou no grupo de 2014 á 2015 nos espetáculos “Tudo Começa pelo Fim” e “ Entre Pedras e Olhares”, e fez parte da equipe e da banda em 2016. Um dos aposentados do grupo, haha!

“ Bom, o meu caso é de superação! Em 2016 eu estava apenas trabalhando na equipe. Voltamos de Araguari e estávamos perto da filmagem, mas não tínhamos um baixista. A Cleide ( diretora musical do grupo, na época)  estava desesperada porque dois baixistas não conseguiram se manter no grupo e ela estava sem ninguém para executar o trabalho, mas para o momento ela conseguiu alguém. Depois da filmagem ela continuou sem alguém para tocar.

Em um dia , no ensaio da peça Tudo Começa pelo Fim, eu e ela estávamos atrás do cubo conversando (Olha o mal exemplo…desculpe , Vá, rsrs) , e ela me olhou e disse “ Guilherme, você já pensou em tocar baixo?”, e eu disse “Não, eu não”, e então ela me disse que iria me ensinar, mas enquanto isso eu apenas negava, porque eu achava  que nunca conseguiria tocar baixo, eu achava que não era capaz de tocar.

Um dia eu estava em casa e meu celular tocou e … “ Guilherme, vem aqui na casa da Iza” . Eu estava tremendo achando que que era por causa da música…e era mesmo. Ela me disse “ Você vai tocar ou não?”, e no meio do desespero eu aceitei. Três dias depois eu já estava tocando duas músicas do espetáculo . Daí para frente eu toquei durante toda a temporada e também no Potência! 2016 foi um ano de muita magia para mim, onde eu fiz coisas que eu nunca imaginava que eu fosse capaz de fazer, como tocar baixo, operar a luz, viajar mais uma vez para Minas Gerais, conhecer mais pessoas fantásticas , cuidar do gêmeo (O Varlei sempre quis ser gêmeo, falei mesmo rsrs)”

Ele ainda acrescentou: “ Eu tive o maior prazer de apresentar um evento com o grande Campônio! Uma coisa que eu nunca fiz na minha vida! Foi uma sensação ótima. Eu não sabia passar pancake, o Campônio que me ajudou a passar, hahaha.”

E assim finaliza-se a lembrança de hoje, com uma pegada de superação!